terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

“a cidade na rua” ou “o-dores (São Paulo-SP)” ou "O que é bonito?"

Feliz 2011! O Ano Novo só chegou hoje por aqui depois de uma amiga "devagar" sobre um fato que a fez considerar este como seu início de "ações" para o ano. Depois de "Calendário da Pedra", monólogo de Denise Stocklos, só consigo ver o tempo como uma possibilidade humana para o entendimento de algo que pode se tornar metódico e doentio. Quem faz o tempo somos nós. Aceite isso ou não é nesse presente em que vivemos. Confesso que quase podemos prever o futuro, é verdade, mas as bases mais sólidas para o entendimento do futuro ainda estão no passado/presente.

Por falar em presente, quero falar de São Paulo, a cidade que há quase um mês sou seu novo morador e onde tenho percorrido caminhos necessários para sentir o chão onde piso.


O passeio, curto até, mas que ajuda a dar o título dessa postagem, iniciou na Praça da Sé e seguiu até o Vale do Anhangabaú, onde pude ver parte da história me invadir com seu perfume de cânfora e café, de suor e roupa bem passada, de sol a pino e lágrima corrida, de cachorro quente com cigarro, do que é estrangeiro e papel, de cocô de gato e antitranspirante, de tecnologia e algodão barato, de coca e cola, de cerveja e espumante, de urina e loção pós barba, de gravata de 800 dólares e de mãos que abanam vazias. Essa foi a São Paulo que conheci dias atrás. Essa é a São Paulo que conheço hoje aqui no Brasil.

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