domingo, 12 de julho de 2009

Sobre a necessidade de ser teimoso

Este não é um momento de escrita. Este é um momento de silêncio.
Como ficar tanto tempo sem escrever e precisar – mais do que nunca – voltar ao exercício da escrita como forma de expurgar todas aquelas idéias vencidas “mal” ditas e momentos bobos e insignificantes que vivemos e que acabamos nunca falando com ninguém e então percebemos que todos aqueles nós ficaram ali, grudados no corpo e na mente, tornando nosso cotidiano um misto de salada de abobrinhas com algum chiclete vencido de má qualidade.
Um amigo dias atrás me sugeriu, se você quer alguma coisa então seja teimoso com o que quer e assim, fatalmente conseguirá.
Se quiser engordar, então coma!
Se quiser ficar com pernas atléticas como a do Roberto Carlos – o jogador de futebol, não o Rei – então malhe!
Se quiser declarar para alguém o seu amor, então declare!
Concentrando na última frase, resolvi declarar meu amor.
Quem ler isso vai pensar, ele está apaixonado?
E o que respondo é não, pois eu sou um apaixonado por natureza, afinal como muitos que lêem esta postagem, sou humano, portanto sinto que é extremamente natural conduzir meu olhar para lugares em que sinto conforto e ao mesmo tempo ser surpreendido por meu inconsciente ao me fazer lembrar outros lugares apaixonantes que já vivi ou que estarão por vir.
Meus amigos mais íntimos me entendem quando digo que os amo, pois sabem que sair palavra como essa de minha boca é raro, porém preciosa.
Não podemos deixar essa palavra cair na banalidade, é preciso ser teimoso e não deixar ela lá, esquecida no pilar mais alto das trevas ou no limbo da banalidade. A palavra amor por si só já vem acompanhada de um tom que perpassa entre o vermelho, o azul, o verde, o amarelo e o laranja, pelo menos é assim que me sinto quando ouço a palavra em questão.
Ah, o amor! Outro dia disse para meu irmão o quanto o amava e que apesar de não dizer isso com freqüência, procurava transferir esse sentimento de alguma maneira.
Ah, o amor! É fácil amar. Difícil é não amar!
Que meus amores, nas pessoas de meus amigos, minha família e de meus amores saibam que este não era pra ser um momento de escrita, porém apenas e simplesmente É.

3 comentários:

  1. Cada vez mais acredito que as coincidências talvez nao sejam só coincidencias. Hoje eu pensei o dia inteiro em dizer a uma pessoa o quanto ela me toca, o quanto gosto dela, assim, pela o que ela é, sem esperar nada me troca e respeitando que essa pessoa nao sinta o mesmo por mim. Assim, dizer pela generosidade de dizer que a amo, amei, de dizer,algo que é tao difícil dizer e tao difícil de escutar. Penso que o fato de eu dizer é um ato de generosidade ... mas me dá vergonha de sentir e talvez por isso nao consiga dize-lo. Viver ... tenho que aprender que a vida é formada por riscos e ilusoes.
    E justo nesse dia recebi seu texto.

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  2. Dias atrás um amigo perguntou: Vc dirige a sua vida? Na hora arranjei uma resposta qualquer, mas acho que acabei não respondendo nada e ao mesmo tempo respondi que sim e que não, pois não temos como tomar nossas escolhas como únicas e intrasponíveis. Não escolhemos a quem amar, apenas amamos e isso é que É.

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  3. A teimosia é uma faca de dois gumes, para alguns é necessária para outros, como eu, é um entrave. Mas devemos ser teimos por aquilo que amamos, ou que achamos que amamos, movidos pela cegueira da teimosia.

    Fernando Catelan

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