domingo, 13 de junho de 2010

ROSAS BRANCAS PARA SALETE

Junho é o mês do Orgulho LGBT e tradicionalmente acontece a colossal Parada na Avenida Paulista em São Paulo, que em 2010 chegou ao 14º ano de realização. Uma festa de harmonia entre homossexuais e heterosexuais, representados por entidades defensoras dos direitos dos LGBT, famílias e personalidades que apóiam a liberdade sexual e que acima disso, respeitam o ser humano como igual. Porém, há muito o que se caminhar, a campanha deste ano "Vote contra a homofobia: Defenda a Cidadania!" surge com foco no mês eleitoral deste outubro de 2010, que espera não ser mais um grito dos excluídos, mas uma voz real de quem não faz só barraco, mas que tem organização e uma causa humana, que é o Direito a Vida, Respeito, Segurança, entre tantas outras questões que são polêmicas apenas por ainda existir a vista grossa de uma camada preconceituosa, que ainda habita em todos os níveis sociais e públicos deste país.

Agora me distancio desta introdução para deixar uma dica: quando a Copa acabar e voltarmos a ser brasileiros como realmente somos, convido todos a subir no alto de seus saltos e lembrar que é todo dia que se constrói um país igual, que seja também pelo voto, mas antes, que seja pela voz!
Bom, depois do momento desabafo "Eu não sou brasileiro só na Copa" quero compartilhar sobre o envolvente espetáculo que assisti na última sexta-feira: ROSAS BRANCAS PARA SALOMÉ, de Gladston Ramos, com Salete Campari passeando pela vida da transformista Salomé, figura ímpar para a memória da homossexualidade no cenário artístico brasileiro. Salete oferece Rosas Brancas para seu público que tem o prazer de compartilhar uma história que muitas vezes deixa de ser singular e transcende o palco, invadindo a particularidade de cada espectador, que mergulha fundo em sua história de vida, seja pelo preconceito algum dia vivido ou pelas paixões avassaladoras que deixam sua marca. A cara da realidade gay vivida por Salomé entre as décadas de 40 e 70 ainda ecoa à margem da sociedade contemporânea e Salete traz com Salomé uma possibilidade de cura para todo mal, trazendo o olhar humano, visto de dentro de um camarim, as lembranças que vivemos todos os dias.

Agora segue o convite:
"Rosas Brancas para Salomé"
Onde: Teatro do Ator - Pça Roosevelt, 172 - São Paulo - SP
Todas as
sextas às 21 horas
Ingresso:
2 kg de alimentos não perecíveis revertidos para a Casa Brenda Lee ou R$ 10.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PRAZO DE VALIDADE NA JUSTIÇA BRASILEIRA

Nos tempos atuais, fica impossível sair de casa sem um raminho de ARRUDA dependurado por detrás de uma das orelhas. É, porque hoje em dia está uma loucura! Não se sabe mais quanto pagaremos no preço do feijão! Na compra do mês passado era Dois e cinquenta e trêssss hoje já estamos nos duros Quatro e trinta e trêssss! Isso não é bacana!

Como continuar convivendo com essa orgia pública da justiça brasileira, onde o ladrão que rouba ladrão vai dali, da prisão, direto para a mansão? Ah gente! Poxa!

Neguinho escorregando de TOBOGÃ no Rio de Janeiro e em Niterói pode né? E o prazo de validade da justiça que vai investigar as irregularidades do poder público na inspeção das áreas de risco? Ah, isso não tem prazo de validade!

Porque no país do Tudo Pode! a gente sai como bons irmãos que somos de mãos dadas com o alemão, com o chinês, com o português, o inglês, o francês e outros ês e cantamos: “Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não.”

Gente! Fica ligado gente! Poxa! Isso não é bacana! ARRUDA na mansão? Nãããããoooo, ARRUDA é no pé do ouvido, porque assim sempre tem alguém de olho na verdinha!

Agora o TOBOGÃ... esse não me entra na cabeça. Se bem que isso já faz parte de uma das obras das Olimpíadas de 2016 né? Vocês não viram os Jogos de Inverno de Vancouver, aquelas pistas geladas maravilhosas? Aquela brancura bonita de gelo, vocês acham que eram o que antes? Morro! Morro! Assim eu morro! Ah, isso não é bacana!

Como cronômetros que somos, ou deveríamos ser, vamos medir o tempo da justiça para ARRUDA e para os desalojados pela onda de enchentes e desabamentos... aliás, antes de verificar o terreno do vizinho, por que não olhar para os bairros ou cidades próximas de onde você mora e procurar saber um pouco sobre a vida política de seus governantes? E também, como anda o atendimento aos atingidos pelas catástrofes naturais nos últimos meses? Precisamos refrescar a memória sempre, lembrar que somos BRASIL a todo tempo e em todos os lugares do país.

Ps. Brasil e país ficou um pouco redundante, mas era essa mesma a ideia.

Foto da enchente no município de Atibaia-SP, em janeiro de 2010.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

UM CREPÚSCULO DOS DEUSES

E é assim, fazendo referência ao belíssimo filme de Billy Wilder, que retomo essas abóboras no intuito de trocar, com maior freqüência, receitas de padrão artístico cultural.

Para (re)tomar, trago o melhor dos prazeres em imagem e som, Chet Baker e o crepúsculo, a melhor das combinações. Descrevendo com palavras mais viventes deste novo homem sóbrio da sociedade, crepúsculo não é apenas o filme baseado naquela série da Stephenie Meyer, mas o nome mais requintado para pôr-do-sol, anoitecer ou fim de tarde, também pode ser aplicado para o nascer do sol, ou seja, faz parte daquela coloração que vemos quando o sol ainda não sumiu ou apareceu por completo, no caso, uso crepúsculo por combinar com uma sonoridade ainda mais envolvente, a de Chet Baker.

Baker foi um grande trompetista do jazz norte-americano que trouxe um romantismo afogado pela acidez embriagante de sua destreza no trompete e acima de tudo com sua aveludada voz, que me desculpem os desgostosos pelo estilo, mas extremamente eficaz quando se quer falar para o coração. Songs de sucesso como “My funny valentine” apresentam uma beleza ímpar da criação melódica e envolvente com a voz sedutora de Chet Baker. Vale a pena conferir também “Like someone in love”, mas hoje presenteio com “The thrill is gone”:

Como todo “bom” representante da música do século XX, Baker teve um histórico como a de um bêbado banhado num mar de seringas mal afiadas. Teve uma vida longa até... 59 anos! Que lhe renderam uns dentes perdidos e é claro, as melhores canções para toda a eternidade.

Confiram comigo uma excelente combinação para este outono/inverno de crepúsculos avermelhados e arroxeados com Chet Baker... se bem que um vinhozinho também pegaria super bem! Evoé!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Quando eu voltar a ser criança...

Para começar um ano bom, a proposta foi: ler todos aqueles livros que estão na prateleira há dias, semanas, meses ou anos colecionando camadas e camadas de poeira - coisa que não deixo acontecer, afinal sou um virginiano legítimo. O fato é que dentre Miseráveis, Tchecov’s, Brook’s, Lehmman’s, Gorki’s, Poe’s e afins escolhi Janusz Korczak com “Quando eu voltar a ser criança”. Escolhi esse primeiro, pois ganhei “emprestado” há cerca de um ano, ou mais, de minha irmã de sangue nascida em Minas, a Luana, quando disse que queria escrever uma peça infantil sobre garotos discutindo seus problemas numa mesa de bar tomando um guaraná. O desejo de escrever a peça ficou escondido na pasta de projetos pela metade, mas a leitura de “Quando eu voltar...” me transportou para um universo muito íntimo e particular, o da memória.

No livro de Korczak, o adulto personagem principal dá um salto no tempo e revive todas as alegrias de uma criança: a escola, a brincadeira, o primeiro cachorrinho, o primeiro amor, a família, a amizade e também tudo aquilo que machuca e causa dor e frustração. Durante seus renovados dias infantis, o garoto reflete como voltaria a ser um adulto como era antes, agora que teria a chance de ser um homem novo, cheio de brilho no olhar ao voltar para seus alunos e para sua vida de gente grande, afinal sempre é assim, se somos grandes gostaríamos de voltar a ser crianças e se somos crianças queremos ser adultos e no final percebemos... Pra quê isso tudo?
Sim, no final ele se fez a mesma pergunta e voltou a ser adulto! Voltou a ser adulto e talvez o mesmo adulto que um dia foi. Terminado o livro veio a frustração, mas ao mesmo tempo concluí que é impossível voltar a ser uma criança feliz alegre e sorridente por toda a vida.

É possível aceitar que há dias em que se chove, mas há dias... Há dias que se faz sol.

Agradeço a Luana, pois pretendo retomar minha peça. Aliás, não acho a pasta de projetos pela metade... rs

Tudo bem, recomeço!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Oração para São Natalício 2

Rezemos pela paz que jamais sonhamos esquecer
Que a novidade do mundo transborde pelo coração
Ó São Natalício, atenda as nossas preces
E ensine aos homens que é preciso assumir seus dias
Como se fossem os primeiros
Que os riscos sejam traços sinceros de possibilidade
Para uma vida melhor
Ó São Natalício, atenda as nossas preces
Neste momento em que, de mãos juntas
Agradecemos pelo brilho no olhar
De quem nos conforta com pleno amor.

Ó São Natalício,
Não apague nossa luz!
E obrigado por hoje poder
Dizer que amo meus irmãos.

Amém

Rafael RC no Fim de Ano de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Oração para Natalício 1*

*Resgate de uma oração criada há praticamente 5 anos, na espera de que os dias se tornassem mais sãos!
Rezemos pelos novos dias.
Que São Natalício
Nos cubra de delícias
Inexploráveis.
Que sua grande sabedoria,
Nos ensine a crescer para
Fora de nossos próprios umbigos
E nos tornemos sãos.
Ó São Natalício,
Não apague nossa luz!
E obrigado por hoje poder
Falar que AMO meus irmãos.

Amém

Fim de ano de 2005

NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO ANO!*

*Texto produzido para o blog http://grupodopulo.blogspot.com/

No último dia 19 de dezembro, o Grupo do Pulo apresentou a última edição de 2009 no "De Versão em Versão", mais uma vez com a parceria ímpar da Livraria Saraiva MegaStore.
Neste mês, o De Versão fez uma retrospectiva com os melhores assuntos do ano, quer dizer, para os diretamente afetados não foi tão bom assim... mas é a vida, uns ganham, outros ganham! Como é o caso do Palhaço Bigodudo do Circo Fantástico ou seria Senado Fantástico?
Melissa Scheleich trouxe com irreverência e originalidade a festa com que o dinheiro público vem sendo utilzada. "Os cofres do circo" como dizia o Palhaço Feliz pagava tudo! Pra saber mais, confira em breve nossos vídeos com as peças na íntegra!
Mas nosso ano não poderia fechar sem as presenças invasoras de nosso hermano das Honduras e muito menos de nostro companheiro da terra do Papa... alguém sabe de quais figuras estou falando? Sim! Eu sei que sabem! Podemos ser cegos, mas não somos burros... segundo o Palhaço Feliz somos palhaços mesmo!
Diga-se nossa amiga universitária de vestidinho rosa curto que não aceita outra coisa senão um convite para posar... ou seria pousar para uma revista masculina?
EU RIO PRA NÃO CHORAR! MELHOR VER O RIO CORRENTE DO QUE A ENCHENTE! ÓXENTE!
E pra fechar o ano, a Vilma, companheira do César (o mesmo da terra do Papa), deixou bem claro quem vai liderar a campanha das futuras eleições!
Feliz 2010! Feliz Copa do Mundo! Feliz Eleições! Feliz Sustentabilidade! Sustenta essa Vilma!

Oração para São Natalício – Edição nº 11 (Para ler consigo e ecoar)

Vista aérea do Museu Nacional após o incêndio, em setembro/2018.  Crédito Buda Mendes (Getty Images) Que sem palavras possamos reconhe...